CSB é contra a terceirização no serviço público

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Representantes de Sindicatos de várias regiões do Brasil
Representantes de Sindicatos de várias regiões do Brasil

Durante o  Encontro Nacional dos Servidores Públicos da CSB, realizado no município de Aracruz,Espírito Santo, o presidente Antonio Neto disse que a entidade é uma “Central trabalhista por excelência”, e, por conta dessa característica, uma das prioridades da CSB é o servidor público das três esferas da administração pública (municipal, estadual e federal).

Em sua palestra, Antonio Neto listou todos os desafios atuais do movimento sindical diante de recentes ações do governo federal, a partir das Medidas Provisórias 664 e 665, que alteram conquistas dos trabalhadores em questões como seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença. “Elas efetivamente tiram direitos dos trabalhadores, e foi um fator de união entre as centrais sindicais”, resumiu o presidente da CSB, que continua defendendo incontinentemente a não aprovação das MPs.

Antonio Neto não evitou a polêmica do Projeto de Lei 4330, que trata da terceirização. “Há muita hipocrisia e infantilismo em torno do assunto. Temos que ter em mente que são 13 milhões de trabalhadores que estão à margem e serão protegidos”, disse o dirigente, que citou ainda outros fatos importantes na questão: a responsabilidade solidária das empresas tomadoras de serviços, a proibição de terceirização por meio de empresas não especializadas, que não tenham objeto único, e a não aplicação da Lei no Serviço Público.

O presidente da CSB ainda defendeu o esclarecimento como a principal “arma” nas batalhas do dia a dia. “Temos que ter informações e opiniões sobre tudo, para não ficarmos perdidos ou termos que ir na onda”, avaliou. Após a palestra, Antonio Neto participou de um debate coletivo com questionamentos de 18 participantes.

O presidente da FESERP-MG, Cosme Nogueira, deixou claro o posicionamento da Federação mineira: “Para nós, servidores públicos, a terceirização é danosa, e somos totalmente contra o Projeto. Não podemos correr riscos de ficarmos mais vulneráveis ainda. Não temos segurança, e contamos com a CSB. A nossa Central nunca poderá apoiar qualquer tipo de terceirização no serviço público”, disse.

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