Escola 14 de Agosto sediou o 8º Seminário Municipal da Educação no Campo

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bandeirasAs políticas públicas do campo e os desafios e as expectativas para a educação do campo, como a agroecologia e sua prática junto à educação e a constituição do Comitê de Educação do Campo em Mato Grosso foram os temas do 8º seminário.

O barracão da Associação do Assentamento Chico Mendes, foi o palco do evento que contou com a presença de diretores, professores, palestrantes e órgãos ligados aos servidores públicos do município. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis, também participou do evento. O presidente Rubens Paulo, a Secretária Geral Izalba Albuqerque e a educadora Jacilene Santos Silva foram os representantes do Sispmur. Rubens Paulo disse que este é o momento de reflexão e troca de experiências.

Presidente do Sispmur, Rubens de Oliveira Paulo
Presidente do Sispmur, Rubens de Oliveira Paulo

“ Não podemos aceitar que a educação do campo seja inferior a da zona urbana. Temos exemplos de filhos da “terra” que estudaram até a conclusão do ensino médio no campo e hoje estão sentados ao lado daqueles que estudaram na cidade, e muitos em áreas complicadas e muito disputadas no mercado. Então essa troca de experiência só vem enriquecer ainda mais o conhecimento da educação do campo. Agora precisamos cobrar dos governantes as implantações das políticas educacionais e que ela chegue em todos os cantos deste imenso país”, declarou Rubens Paulo.

telejornalNo inicio do seminário os alunos apresentaram um telejornal produzido por eles mesmos. No vídeo eles registraram depoimentos de ex-alunos da Escola 14 de Agosto que hoje estão em várias faculdades. Tem alunos cursando engenharia agrícola, matemática, psicologia entre outros cursos. Esses acadêmicos são exemplos de que a escola do campo trabalha com responsabilidade e comprometimento social.

No decorrer do dia, seis palestras foram ouvidas por profissionais que trabalham na educação do campo do município para propiciar reflexões sobre currículo e rotinas das unidades.

A professora doutora da UFMT, Lindalva Maria Novaes Garske, abriu o ciclo de palestras com o tema ‘educação no campo – uma política em construção’.Segundo a professora é preciso a fixação do homem ao campo, mas com mobilidade, dar a ele conhecimento sistemático, direito do acesso com permanência e qualidade, resumindo universalização. Estas seriam política para a educação do campo. “Eventos desta natureza não podem ser quebrados, é o recado que deixo a todos”, disse a doutora Lindalva.

Professora doutora da UFMT, Lindalva Maria Novaes Garske
Professora doutora da UFMT, Lindalva Maria Novaes Garske

Drª Lindalva também disse que o trabalho do professor não se restringe apenas a sala de aula. O professor tem muito mais trabalho fora da escola, onde ele precisa estar buscando conhecimentos, pesquisando, participando de cursos etc. A vida de um mestre é feita de muito trabalho. Outro ponto que a Drª da UFMT ressaltou são os projetos de créditos para educação. Segunda ela a maioria não sabe onde estão as linhas de financiamentos que em algumas situações acabam voltando para os cofres do governo federal, por falta de conhecimento dos gestores da educação, ou por falta de políticas que direcionadas ao setor.

Professora Fátima Lemes Borges
Professora Fátima Lemes Borges

A professora Fátima Lemes Borges falou sobre ‘desafios e expectativas para a educação no campo de Rondonópolis.’ Fátima destacou o tema Pedagogia da Alternância. A metodologia foi criada por camponeses da França em 1935. A intenção era evitar que os filhos gastassem a maior parte do dia no caminho de ida e volta para a escola ou que tivessem de ser enviados de vez para morar em centros urbanos. No Brasil, a iniciativa chegou com uma missão jesuíta, no Espírito Santo, em 1969. Logo se espalhou por 20 estados, em áreas onde o transporte escolar é difícil e a maioria dos pais trabalha no campo. Os alunos têm as disciplinas regulares do currículo do Ensino Fundamental e do Médio, além de outras voltadas à agropecuária. Quando retornam para casa, devem desenvolver projetos e aplicar as técnicas que aprenderam em hortas, pomares e criações.Mas em Mato Grosso existe apenas uma escola com esta metodologia. Fátima ressalta a importância do professor ir buscar conhecimentos sobre o tema, ela frisa que é necessário muito estudo ou seja muita leitura sobre o assunto para perder o foco inicial.

Maria Aparecida, diretora da escola 14 de Agosto
Maria Aparecida, diretora da escola 14 de Agosto

Maria Aparecida, diretora da escola, destacou que a proposta em sediar o evento vai além da discussão técnica, mas de mostrar a escola e a produção científica para que todos que participaram levem um pouquinho da “14 de Agosto”.

Participaram do evento a Secretária de Educação do Município Ana Carla Muniz, a doutora em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, Lindalva Garske, a diretora da Escola “14 de Agosto”, Maria Aparecida de Oliveira, a agrônoma da Empaer (Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural) Maria Elienai Correia, a representante do Cefapro (Centro de Formação de Professores) Maria Ferreira Bezerra e representantes da comunidade e entidades ligadas aos servidores.

3 COMENTÁRIOS

    • Estamos valorizando os colegas servidores. A escola não é propriedade de nenhuma gestão, e para o desenvolvimento educacional das nossas crianças contamos com dedicação dos nossos colegas educadores e o evento não foi promovido pela SEMED e sim pela Comunidade Escolar. Temos que sempre estarmos unidos com a nossa classe servidores públicos independente da Gestão Municipal.

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