Sispmur procura vereadores e barra projeto que modifica cargos dos servidores da pauta de votação da Câmara

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A Prefeitura de Rondonópolis tentou mais uma vez alterar a vida funcional do servidor público municipal de Rondonópolis. Nesta oportunidade, o executivo enviou para Câmara, em regime de urgência e sem passar pela análise da Ordem do Dia, o projeto de Lei Complementar n.º 29 que altera a Lei Complementar n.º 226 de 28 de março de 2016 e Lei Complementar n.º 228 de 28 março de 2016.

A propositura tem por objetivo alterar plano de cargos, carreira e salários dos servidores públicos municipais, da educação e de analistas instrumentais.

A proposta foi apresentada para representantes dos servidores públicos, somente na manhã desta quarta-feira (11). O vereador Reginaldo Santos (SD), líder do prefeito e servidor público esteve reunido com Sispmur, IMPRO e Serv Saúde para discutir a propositura. O texto inicial foi reprovado pelos presentes. “Nós fizemos várias ponderações sobre o texto, nosso colega Reginaldo ouviu com muita atenção essas observações. Mesmo com os alertas que fizemos, o projeto foi para votação. Acho que o prefeito está querendo queimar o líder dele”, afirma, presidente do Sispmur, Geane Lina Teles.

A sindicalista esteve na Sessão Ordinária da Câmara, explicou para os vereadores a gravidade da redação e consequência da aprovação da proposta de lei. “Conversamos com os parlamentares e bom senso prevaleceu, o projeto foi retirado da pauta e só volta para casa se for discutido com o sindicato, legislativo e executivo. Da forma como foi escrito ele não passa nem nas comissões”, garante Geane.

A maior liderança do serviço municipal de Rondonópolis, garantiu que a redação é uma “cortina de fumaça” para na realidade legalizar extinção de cargos. “Encheram o projeto de itens que não tem qualquer ligação direta com aquilo que se propõe, somente pelo objetivo dá poderes ao prefeito extinguir cargos com uma canetada. Em suma, a intenção é diminuir a necessidade de abrir concurso com quadro amplo de vagas, para legalizar a contratação desenfreada de comissionados.  É mais um golpe da gestão Zé do Pátio, contra os servidores municipais”.

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