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29 de fevereiro de 2016

Percival usará a velha tática política de por sobre os ombros dos trabalhadores uma possível falência iminente do Poder Público, no caso, municipal.O prefeito Percival Muniz (PPS) não gostou nada dos vereadores terem intensamente emendado os novos Planos de Cargos, Carreiras e Salários – PCCS que ele enviou ao legislativo e já partiu para a estratégia de “demonizar” os trabalhadores,tentando criar um apelo popular de “caça aos marajás” para certamente vetar e pressionar a Casa de Leis a não derrubar o veto.
As intervenções dos parlamentares, praticamente refizeram partes importantes dos textos e segundo um vereador ouvido pela reportagem “tudo ocorreu porque o procurador geral do Município, Fabrício Corrêa, pôs armadilhas no projeto para impedir que os direitos que naturalmente viriam em um futuro de curto e médio prazo fossem acessados por diversas categorias”.
Em análise as dezenas de emendas dos vereadores, o prefeito já admitiu que chamará a sociedade para a discussão. ““A sociedade não vai aceitar categorias de servidores trabalhando 30 horas semanais com salários de R$ 20 mil. Agora que os PCCS foram aprovados na Câmara, o Poder Executivo ainda tem 15 dias para sancionar a lei. No entanto, vamos esperar os ânimos serenarem e tentar construir um concesso com os envolvidos na criação dos novos PCCS para que as distorções sejam derrubadas com os vetos”, admitiu Muniz.
O tal salário de R$ 20 mil, segundo o prefeito, será alcançado sobretudo pelos fiscais, o que para o gestor é um absurdo. “Em 60 anos de vida que completei, nunca vi ‘um delírio coletivo’ como este, uma verdadeira caixa de privilégios”, pontuou Percival, que estimou em cerca de 70 servidores neste patamar, o que geraria um custo ao Município de cerca de R$ 800 mil ao mês. “Um recurso, com este montante, dá para contratar mais de 500 homens para trabalhar na cidade em diversos setores”, critica.
Para o vereador ouvido pela reportagem, porém, defasar o serviço público não é o caminho para atingir a excelência que todos querem. “Com o texto que eles mandaram, profissionais de importância social notável não teriam acréscimo relevantes e ganhariam perto de R$ 2 mil, neste concurso que a prefeitura já lançou. Obviamente que isto desestimula os bons profissionais a fazerem parte do funcionalismo municipal e o que é urgente é melhorar a qualidade de atendimento ao público, não piorar”, analisa.
Fonte: Noticias de Mato Grosso